# Capítulo 24: O Ritual da Lua de Sangue
A cúpula de energia negra que Zack havia conjurado pulsava, mas n?o com estabilidade. Ela gemia sob a press?o, um escudo frágil contra a malevolência que o cercava. O ar, já pesado, tornou-se gélido, cortando os pulm?es de Zack a cada respira??o, que saía em nuvens densas de vapor. A grama sob seus pés endureceu, congelada, e ele sentiu a desvantagem esmagadora sem a Black Moon, sem suas facas, sem nada além de sua própria carne e osso. Dois Nível S+ contra ele, e a cada segundo, o ambiente se tornava mais hostil.
"A ordem era n?o ferir você, querido Zack," a idosa sibilou, sua voz um eco distorcido que parecia vir de um abismo. Mas, antes que a frase terminasse, uma gosma vermelha e viscosa jorrou de suas m?os, atingindo o ch?o e se espalhando como uma teia pegajosa. Zack tentou desviar, mas a substancia se solidificou instantaneamente ao toque, prendendo seu pé esquerdo. Ele puxou com for?a, sentindo a pele rasgar, mas a gosma se esticou, elástica, antes de endurecer novamente, prendendo-o ainda mais. Era uma armadilha viva, e a idosa riu, um som estridente que ecoou na noite.
Enquanto isso, o idoso avan?ava, seus passos fazendo o ch?o rochoso sob Zack se transformar em areia movedi?a. Zack afundou, a areia puxando-o para baixo, enquanto o ar ao seu redor se condensava em laminas de gelo afiadas que cortavam sua pele. Ele sentiu o sangue quente escorrer por seu rosto, misturando-se com o suor frio. A cada movimento do idoso, o ambiente se metamorfoseava: o ar virava uma parede de gelo, o ch?o se tornava um pantano de lama, ou se endurecia em rocha sólida, tudo para prendê-lo, para imobilizá-lo. Zack rosnou, a fúria borbulhando em seu peito. "Quem deu essa ordem?!" ele gritou, mas a única resposta foi o silêncio amea?ador e o avan?o implacável dos dois. Ele era o ca?ador, mas agora, era a presa, e a inteligência era sua única arma. Ele precisava de um plano, e rápido. A cúpula negra, que ele esperava que atrasasse o ritual, estava se tornando uma pris?o. Ele notou, com uma pontada de pavor, que o ritual n?o havia sido finalizado. Isso o incomodava profundamente. Se n?o era para aumentar o poder deles, ent?o para que era? A resposta, ele sabia, seria ainda mais aterrorizante.
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Com um rugido primal, Zack for?ou o pé preso na gosma vermelha. A pele rasgou, o sangue jorrou, mas ele n?o cedeu. Sua aura negra explodiu, concentrando-se em seu pé, e com um movimento rápido e brutal, ele se libertou, deixando um peda?o de carne para trás. A dor era excruciante, mas a fúria a suplantava. Ele era o Ca?ador, e n?o seria encurralado t?o facilmente.
O idoso, aproveitando a distra??o, solidificou a areia movedi?a sob Zack, transformando-a em uma rocha pontiaguda que tentou empalá-lo. Mas Zack já estava em movimento. Sua aura negra pulsou, e ele ativou o **Sopro**. Uma figura sombria, idêntica a ele, materializou-se ao seu lado, um borr?o de energia escura. O clone se lan?ou contra o idoso, desviando de um ataque de gelo que teria cortado Zack ao meio. Enquanto o clone mantinha o idoso ocupado, Zack se concentrou na idosa.
Ela lan?ou mais jatos de gosma vermelha, tentando prendê-lo novamente. Mas Zack era um turbilh?o de agilidade. Ele saltou, girou, usando os escombros como trampolim, sua velocidade aumentada pela concentra??o de sua aura. Ele desferiu um chute giratório que atingiu a cabe?a da idosa com um baque surdo. Ela cambaleou, mas a gosma em seu corpo absorveu parte do impacto. Zack n?o deu trégua. Ele ativou a **Catinga**. Por um instante, o mundo desacelerou. Seus olhos negros, agora brilhando com uma intensidade sobrenatural, visualizaram os órg?os internos da idosa, cada batida do cora??o, cada pulm?o, cada ponto vital. Sua velocidade e for?a duplicaram. Ele se tornou um fantasma, desferindo uma série de golpes precisos e brutais: um soco no fígado, um chute no ba?o, um golpe de cotovelo no rim. Cada ataque era um martelo, visando destruir, aniquilar. A idosa gritou, uma dor que ele n?o havia ouvido antes, e caiu de joelhos, a gosma vermelha em seu corpo pulsando descontroladamente.
O clone de Zack, enquanto isso, lutava ferozmente contra o idoso. O idoso transformava o ch?o em gelo, em lama, em rocha, tentando prender o clone, mas a figura sombria se movia com a mesma fluidez do original. O clone, no entanto, estava come?ando a vacilar, sua energia diminuindo. Zack sabia que precisava agir rápido. Ele ativou o **Bar?o**, trocando velocidade por um poder de ataque avassalador. Seus movimentos se tornaram uma blur, seus punhos e pés desferindo golpes com a for?a de um meteoro. Ele n?o estava mais apenas lutando; ele estava aniquilando. O clone, sentindo o limite, explodiu em uma onda de energia negra, lan?ando o idoso contra uma parede de gelo que ele mesmo havia criado. A parede se estilha?ou, e o idoso caiu, atordoado.
Zack n?o deu trégua. Ele se lan?ou contra o idoso, seus golpes agora carregados com a for?a do Bar?o. O idoso tentou se defender, transformando seus bra?os em laminas de gelo, mas Zack era implacável. Ele desferiu um soco que quebrou o bra?o de gelo, seguido por um chute que o lan?ou para o alto. A idosa, recuperando-se, tentou envolver Zack com sua gosma, mas ele era rápido demais. Ele saltou, girou, e com um golpe de calcanhar, afundou a cabe?a da idosa no ch?o. Os idosos, antes confiantes, agora estavam em desespero. Seus golpes, antes precisos, tornavam-se mais frenéticos, suas auras S+ vacilando sob a press?o implacável de Zack. Eles o humilhavam, o machucavam, mas Zack se recusava a cair. Ele era uma aberra??o, um ser que desafiava a lógica, e a cada golpe que recebia, sua fúria aumentava, sua determina??o se solidificava.
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Zack n?o lhes deu tempo para se recuperar. Ele se lan?ou contra o idoso, seus golpes agora carregados com a for?a do Bar?o. O idoso tentou se defender, transformando seus bra?os em laminas de gelo, mas Zack era implacável. Ele desferiu um soco que quebrou o bra?o de gelo, seguido por um chute que o lan?ou para o alto. A idosa, recuperando-se, tentou envolver Zack com sua gosma, mas ele era rápido demais. Ele saltou, girou, e com um golpe de calcanhar, afundou a cabe?a da idosa no ch?o. Os idosos, antes confiantes, agora estavam em desespero. Seus golpes, antes precisos, tornavam-se mais frenéticos, suas auras S+ vacilando sob a press?o implacável de Zack. Eles o humilhavam, o machucavam, mas Zack se recusava a cair. Ele era uma aberra??o, um ser que desafiava a lógica, e a cada golpe que recebia, sua fúria aumentava, sua determina??o se solidificava.
Em meio ao caos da batalha, uma percep??o gélida atingiu Zack. O ritual. Ele havia assumido que os idosos estavam usando a lua de sangue para amplificar seus próprios poderes, para matá-lo. Mas a energia que emanava deles, embora poderosa, n?o era de fortifica??o pessoal. Era de canaliza??o. Eles n?o estavam absorvendo o poder; estavam o direcionando. E o ritual n?o havia sido finalizado. Isso significava que o objetivo n?o era a batalha em si, mas algo muito maior. Ele olhou para os rostos dos idosos, e a verdade se revelou em seus olhos. N?o era fúria, nem ódio, mas uma determina??o desesperada, quase sacrificial. Eles n?o estavam lutando para vencer; estavam lutando para ganhar tempo. Para segurá-lo. Para mantê-lo ocupado.
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O desespero tomou conta de Zack. O ritual n?o era para eles. Era para Skull. E o objetivo? O bebê de olhos dourados. A confirma??o atingiu-o como um raio. O bebê realmente existia, e os idosos estavam dispostos a invocar a própria entidade do Vazio para obtê-lo. Toda a luta, a trai??o, a destrui??o – tudo era uma distra??o, uma cortina de fuma?a para um plano muito mais sinistro. A cúpula negra, que ele havia criado para atrasar o ritual, agora parecia uma gaiola, prendendo-o enquanto o verdadeiro perigo se desenrolava em outro lugar. Ele precisava agir, e rápido. O tempo estava se esgotando, e o destino da Cidade Vermelha, e talvez do mundo, estava em suas m?os.
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Com a revela??o chocante do verdadeiro propósito do ritual, um frio ainda mais intenso do que o gelo do idoso percorreu a espinha de Zack. A men??o de Skull, um nome que deveria ser sussurrado apenas em lendas, era o suficiente para aterrorizá-lo. A situa??o estava fora de controle, e ele precisava de ajuda. Enquanto desviava de um jato de gosma vermelha que tentava prendê-lo e saltava sobre uma estaca de gelo que brotou do ch?o, ele sacou um pergaminho de Rá de um compartimento secreto em sua bota. Com um movimento rápido, ele escreveu uma mensagem urgente para Tobi, descrevendo o plano de invocar Skull e a necessidade de agir imediatamente.
Quase instantaneamente, a resposta de Tobi apareceu no pergaminho, em letras apressadas e trêmulas: "Meu Deus". A confirma??o do perigo iminente, vinda de alguém t?o calmo e racional como Tobi, apenas aumentou o desespero de Zack. Ele precisava quebrar o ritual, e a única forma era eliminar os idosos. Com uma fúria renovada, ele se lan?ou contra eles, seus golpes mais precisos, mais letais. Ele usou a técnica **Catinga**, seus olhos negros brilhando com uma intensidade sobrenatural enquanto ele visualizava os órg?os vitais de seus oponentes. Sua velocidade e for?a duplicaram, e ele se tornou um borr?o de movimento, desferindo golpes que visavam o cora??o, os pulm?es, o cérebro. A idosa, com um grito de dor, tentou se defender com sua gosma, mas Zack era rápido demais, seus punhos atravessando a substancia pegajosa para atingir seu alvo. O idoso, com um olhar de pavor, tentou congelar o ar ao redor de Zack, mas o ca?ador já estava atrás dele, desferindo um chute que o fez voar.
Mas, mesmo enquanto lutava com uma ferocidade sem precedentes, uma nova e terrível percep??o o atingiu. A morte dos idosos n?o pararia o ritual. A energia que eles canalizavam era apenas um elo, um catalisador. O verdadeiro ritual estava sendo realizado por outra pessoa, em outro lugar, dentro da própria cidade. Toda a luta, a destrui??o, a dor de seus amigos – tudo havia sido uma distra??o elaborada, uma farsa para mantê-lo ocupado enquanto o verdadeiro plano se desenrolava. A raiva e a frustra??o queimaram em seu peito, uma chama incontrolável.
Ele tentou avisar Tobi novamente, escrevendo freneticamente no pergaminho, mas n?o houve resposta. O silêncio do pergaminho era ensurdecedor, deixando Zack ainda mais preocupado. O que havia acontecido com Tobi? Ele estava em perigo? Antes que pudesse processar essa nova preocupa??o, o pergaminho vibrou novamente, e uma nova mensagem apareceu, desta vez de Orpheus. As palavras eram curtas, mas carregadas de desespero: "Lyra e Mira... à beira da morte... em coma... Bar Caneca Furada... eu... fraco... machucado... n?o sei... quanto tempo..." A mensagem se desfez, deixando Zack com um nó na garganta. Seus amigos estavam morrendo, e ele estava preso em uma batalha inútil, manipulado por inimigos que estavam sempre um passo à frente. O tempo estava se esgotando, e a cada segundo que passava, a amea?a de Skull se tornava mais real.
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O desespero de Zack se transformou em uma fúria fria e calculista. Seus amigos estavam morrendo, a cidade estava em perigo, e ele havia sido enganado. N?o havia mais tempo para sutilezas. Ele precisava acabar com aquilo. Com um rugido que rasgou a noite, Zack ativou a técnica **Bar?o**, trocando velocidade por um poder de ataque avassalador. Seus movimentos se tornaram um borr?o, seus punhos e pés desferindo golpes com a for?a de um meteoro. Ele n?o estava mais apenas lutando; ele estava aniquilando.
Os idosos, sentindo a mudan?a abrupta na intensidade de Zack, tentaram recuar, mas era tarde demais. A idosa, com sua gosma vermelha, tentou envolvê-lo, mas Zack a rasgou com a for?a bruta, seus músculos rasgando a substancia pegajosa. Ele desferiu um soco que a atingiu no est?mago, fazendo-a dobrar-se de dor, enquanto o idoso tentava congelá-lo. Mas Zack se moveu através do gelo como um fantasma, cada golpe que ele desferia era um martelo que esmagava ossos e rompia carne. Ele usou o idoso como um escudo, jogando-o contra a idosa, que ainda tentava se recuperar. Os dois colidiram, gemendo de dor.
Eles imploraram, suas vozes cheias de um desespero genuíno. "Por favor!" a idosa chorou, seus olhos cheios de lágrimas. "Nós só fizemos isso... para salvar nosso neto! Nossa família!" O idoso, com a voz embargada, acrescentou: "Fizemos um pacto... para protegê-los!"
Mas Zack n?o ouviu. A imagem de Lyra e Mira à beira da morte, a amea?a de Skull pairando sobre a cidade, a manipula??o que ele havia sofrido – tudo isso o cegou para qualquer súplica. Sua fúria era um incêndio incontrolável. Com um golpe final, brutal e impiedoso, Zack esmagou a cabe?a da idosa contra o ch?o, o som de ossos se quebrando ecoando na noite. Em seguida, ele girou, seu punho atingindo o peito do idoso com uma for?a t?o devastadora que o corpo dele explodiu em uma chuva de sangue e vísceras. Os idosos caíram, seus corpos sem vida se abra?ando em um último gesto de amor, uma cena macabra e perturbadora que Zack mal registrou.
O silêncio que se seguiu foi pesado, quebrado apenas pela respira??o ofegante de Zack e pelo som distante da cidade. A cúpula negra se dissipou, e a lua de sangue, ainda pulsando com a Vis?o, parecia zombar dele. A men??o de Skull, um nome que antes era apenas uma lenda proibida, agora era uma realidade aterrorizante. Ele havia matado os idosos, mas sabia que isso n?o era o fim. O ritual ainda estava em andamento, e o verdadeiro inimigo estava na cidade. Com os olhos negros brilhando com uma fúria indomável, Zack se virou e correu. Ele correu em dire??o à cidade, um predador em busca de sua presa, determinado a encontrar quem quer que estivesse tentando invocar Skull e impedi-los, custe o que custar. O maior ca?ador do mundo estava de volta, e a cidade sentiria sua ira.

